quarta-feira, 25 de maio de 2011

"DES" Respeito

Olá pessoas!!


Há quanto tempo não apareço por aqui, confesso que estava na maior correria, logo conto tudo para vocês, mas, antes de falar de coisa boa, de alegria e diversão; gostaria de falar um pouco sobre RESPEITO.

A palavra respeito vem do latim respectus, "ação de olhar para trás; consideração, respeito, atenção, conta; asilo, acolhida, refúgio" 
Respeito quer dizer, entre outras coisas, ato ou efeito de respeitar; sentimento que leva alguém a tratar outrem ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência; consideração, reverência; e estima ou consideração que se demonstra por alguém ou algo.


Logo, quando alguém não põe em prática os significados acima, considera-se DESRESPEITO, nesse caso, ao ser humano, as diferenças e as leis acima de tudo.
A lei L10098 em vigor, defende a acessibilidade em prédios públicos ou de uso coletivo, que por muitas vezes não é respeitada, como por exemplo nas vias públicas da nossa cidade, onde apesar de várias guias rebaixadas terem sido aprovadas, essas não estão em condições corretas de uso.

Eu geralmente não faço reclamações no blog, procuro contornar as situações para o próprio bem do meu sistema nervoso, porém tudo tem limites, até a paciência e a minha já está por um fio.
Estou realmente cansada de ver pessoas desrespeitando as vagas especiais, e de logo após estacionar seus belos carros, saírem fazendo piadinhas e "imitando" as limitações das pessoas com deficiência, acredito que essas pessoas não sabem que falta de caráter também é uma deficiência e considerada muito pior que as outras.
É um sufoco sair de casa para fazer compras no centro da cidade, pois, chegando lá as vagas especiais estão ocupadas, o jeito é recorrer aos estacionamentos privados. Saindo do estacionamento seguimos nos segurando pelas calçadas cheias de buracos, desníveis (isso com um acompanhante, claro, pois sozinhos é praticamente impossível rodar), quando encontramos uma guia "mal" rebaixada tem um "carro forte", ou um caminhão, ou até mesmo algumas motocicletas de agentes de trânsito, quando não dos nosso guardas municipais atrapalhando o acesso à rua.
Eu sinceramente gostaria de conhecer os meios e critérios utilizados para aprovação das guias rebaixadas, não é possível que as pessoas que utilizam as mesmas aprovem dessa maneira.
Onde estão os "defensores" dos direitos da pessoa com deficiência, os políticos que se elegeram com os votos de todos nós que somos, ou convivemos com algum deficiente, vamos trabalhar minha gente, saiam pelas ruas, se necessário façam um teste prático como aqueles do A Liga  para saber o que é necessário para a melhoria da cidade.
Quero saber também onde estão os fiscais, sim, FISCAIS, pessoas responsáveis por verificar se as leis estão sendo cumpridas, tem?? ahhh não tem, pois estou aqui agora, eu deficiênte, cadeirante e eleitora, dizendo que precisa ter, pois não é justo comigo nem com ninguém, ser tratado como fui no relato abaixo:

Precisei fazer a troca de uma mercadoria no centro outro dia e por um milagre a loja que eu procurava não tem degraus em uma das portas da entrada, penso "que bom, a Passarela é uma loja acessível" aparentemente sim, até que estejamos lá dentro, a loja foi reformulada e o "hall" onde as pessoas experimentam os calçados foi para o nível superior da loja, o acesso, claro, é uma escada de uns 15 a 20 degraus.
Encontro um grupo de vendedores e digo à uma mocinha morena com trança que desejo fazer a troca de uma mercadoria, ela me responde dizendo que troca é somente no nível superior, engolindo a minha irritação eu pergunto como seria possível que eu chegasse até lá, considerando que não há rampa, nem um elevador, então ela me diz que outra pessoa terá que subir e fazer a troca da mercadoria, espera aí: como assim outra pesssoa??? a troca é minha, emas ela insiste num tom super delicado, daqueles que esquenta a face e dá vontade de retrucar com um palavrão, se não dava para alguém subir fazer a troca, eu devolvi a pergunta querendo saber se não dava pra alguém descer e como era de se esperar, com a expressão mais agradável do mundo, a delicada vendedora disse que se não tivesse outro jeito ela subiria, pois então suba! foi o que respondi, e ela foi, mas não voltou.
Após alguns minutos de espera uma outra vendedora perguntou se ela já tinha voltado e eu disse que não, acabou que minha acompanhante teve que subir para fazer a troca, qual não foi a surpresa dela ao chegar no nível superior e encontrar um caixa preferencial para deficientes e idosos, pode??? pode uma coisa dessas? uma rede de lojas que não tem acessibilidade, tem um caixa preferencial, mas que gentileza não?! Agora eu eu preciso saber como é que nós vamos usar o caixa se não é possível chegar até lá.
Terminando a história, a delicada vendedora, gentil e educada não voltou para terminar de nos atender, veio outra muito solíscita que subiu e desceu as escadas algumas vezes procurando um produto do meu gosto, porém eu tive que experimentar os calçados no meio do caminho, atrapalhando o trânsito da loja.
Me senti no mínimo ofendida, não sei como é possível que pessoas que lidam com o público ainda possam agir de tal forma. Pode ser que não faça falta para a loja uma compra minha, mas é meu direito ser respeitada e é dever da loja e dos funcionários que ali trabalham respeitar as leis e as diferenças.
E essa não é a única loja sem acessibilidade, quem anda pelo centro pode perceber que a maioria dos estabelecimentos comerciais ainda não estão adaptados as nossas necessidades e os políticos, e o poder público fazem vista grossa, não dão a menor importância para que a lei seja cumprida.
É preciso prestar mais atenção, é preciso respeitar as leis, é preciso cumprir as promessas de campanha.
Deixo uma pequena questão, que não é tão difícil de ser respondida:
Onde estão as pessoas responsáveis por isso tudo?

Que me desculpem meus amigos e leitores, mas o desabafo era indispensável.

Aguardem novos post's...

Beijoss

1 Comentários:

Às 26 de maio de 2011 às 13:34 , Blogger Julio disse...

02 Lamentações...

primeiro é claro pela situação da cidadã que viu uma simples situação de troca de mercadoria virar um desafio cheio de obstáculos e humilhações...

e segundo lamento pelo meu dinheiro mal investido.. sim, meu dinheiro, seu dinheiro.. nosso dinheiro em meio a tantos impostos e não vejo nada a ser melhorado.. nada em que podemos nos apegar em algum tipo de esperança...

Não sou deficiente mas entendo que deficiência não é uma escolha... cabe a nós dar um pouco mais de valor a palavra "Respeito" e usar não só com cadeirantes.. idosos.. deficientes em geral.., mas usar em qualquer momento ou situação de nossas vidas... do contrário... já que está na Lei que faltar com Respeito é crime.. seria alguém inocente pra viver em liberdade nesse Pais???

Pensem nisso... e escolha sempre a palavra "RESPEITO" para poder exigir o mesmo pra você um dia...

Julio C. Biazotto

 

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